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Fernanda Marçolla Weber

Médica | Especialização em Infectologia 
CRM-39755

Acad. Natália Candiago

Acadêmico de Medicina - UCS (Caxias do Sul-RS)
134 visualizações - 01/10/2019
4 minutos de Leitura

A volta do sarampo: por que devo me preocupar se o outro não se vacina?

Posição da Imagem:

A principal forma de combater o sarampo é por meio da vacinação. Vários estudos comprovam que a vacina do sarampo não causa autismo.

Os tipos de vacinas são:

Dupla viral - Protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto;

Tríplice viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola;

Tetra viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora).

O Ministério da Saúde recomenda um esquema de vacinação diferente conforme a idade.

Esquema de vacinação na criança:

• Dose zero: Devido ao aumento de casos de sarampo em alguns estados, todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas (dose extra).

• Primeira dose: Crianças que completarem 12 meses (1 ano).

• Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.

Esquema de vacinação no adulto:

Tomou apenas uma dose até os 29 anos de idade:

• Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu apenas uma dose, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina;

• Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente.

Não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão ou não se lembra?

• De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses;

• De 30 a 49 anos - Apenas uma dose.

Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença.

Quem não pode tomar a vacina?

A vacina é contraindicada durante a gestação e em pessoas com deficiência de imunidade, como pacientes com aids e que fizeram transplante de órgãos. 

Por que devo me importar se os outros não tomam a vacina contra o sarampo?

Vacinar-se é uma decisão pessoal, mas que tem consequências para toda a população, porque a imunização protege também as pessoas ao nosso redor. Isso se chama imunização em grupo, pois quando o vírus tenta afetar uma população imunizada, ele pode se extinguir. Caso contrário, quando uma a população não se vacina, as pessoas ficam suscetíveis, possibilitando a circulação desses agentes infecciosos. Quando isso vai se multiplicando, não compromete apenas quem deixou de se vacinar, mas também aqueles que não podem ser imunizados, ou porque ainda não têm idade suficiente para entrar no calendário nacional, ou porque sofrem de algum comprometimento imunológico.

Além de tudo isso, o sarampo envolve também um grande custo para o Estado, tendo em vista um impacto econômico-social, pois afeta diretamente o turismo do país, eventos internacionais, além de gerar custos de atendimentos, medicamentos e procedimentos, inclusive se a doença deixar sequelas, custando também para o INSS durante o período da doença por afastamento de trabalho.

Por todos esses motivos, o combate do sarampo deve ser extremamente rigoroso no país, com uma vigilância nas Unidades Básicas de Saúde no calendário de vacinação principalmente de crianças menores de dois anos.

Todavia, a população deve fazer sua parte pelo bem comum, colaborando para a imunização em grupo e, assim, erradicando-o.

Referências:

BIO-MANGUINHOS. Sarampo: sintomas, transmissão e prevenção. Disponível em: <https://www.bio.fiocruz.br/index.php?option=com_content&view=article&id=463&Itemid=455>. Acesso em: 18 set. 2019.

INFECTOLOGIA, Sociedade Brasileira de. Sarampo. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/830/sarampo>. Acesso em: 28 set. 2019.

LEITE, Francisca. EVOLUÇÃO DO SARAMPO NO ESTADO DE RORAIMA E A ATUAL SITUAÇÃO VACINAL NO BRASIL. C&D-Revista Eletrônica da FAINOR, Vitória da Conquista, v.12, n.1, p.129-140, jan./abr. 2019

MARTÍN, Bruno. Por que se importar se os outros não tomam a vacina contra o sarampo? 2019. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/11/ciencia/1552304800_707237.html>. Acesso em: 18 set. 2019.

PAULO, Secretaria de Saúde do Governo de São. SOBRE SARAMPO. Disponível em: <http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/sarampo/sarampo.html>. Acesso em: 18 set. 2019.

SAÚDE, MinistÉrio da. Não vacinar pode causar impactos sociais e econômicos. 2019. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53836&catid=564&Itemid=50022>. Acesso em: 18 set. 2019.

SAÚDE, Organização Pan-americana de. Folha informativa - Sarampo. 2019. Disponível em: <https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5633:folha-informativa-sarampo&Itemid=1060>. Acesso em: 28 set. 2019.SAÚDE,

MinistÉrio da. Situação do Sarampo no Brasil – 2019. 2019. Disponível em: <https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/janeiro/28/Informe-Sarampo-n36-24jan19aed.pdf>. Acesso em: 18 set. 2019.

 

 

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