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Prof. Vinicius Lain

Médico | Especialização em Cirurgia Vascular 
CRM-27981

Acad. Bruna Raasch De Bortoli

Acadêmico de Medicina - UCS (Caxias do Sul-RS)
564 visualizações - 15/10/2020
3 minutos de Leitura

Linfangite ou linfedema?

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O sistema linfático, pode ser denominado como uma rede de vasos situados na camada da derme que circundam todo o organismo humano. Possuindo como objetivo reabsorver conteúdos líquidos presentes nos tecidos e espaços extravasculares, este sistema tem funcionalidade essencial juntamente com as vênulas, visto que possuem a função de drenar proteínas grandes as quais o sistema venoso é incapaz de absorver. Inúmeras patologias podem acometer este sistema, danificando a integralidade da drenagem linfática, como a linfangite e o linfedema, os quais serão abordadas a seguir.

A linfangite, é conhecida como uma inflamação dos canais linfáticos, sendo causada pela entrada de microrganismos como bactérias, micobacterias, parasitas, vírus e fungos, através de uma ferida na pele ou também pode se desenvolver devido a complicações por infecções distais. Além da possível entrada dos microrganismos, em muitas situações, os canais linfáticos podem estar comprometidos devido obstruções, traumas ou até mesmo por anormalidades anatômicas.

Desta maneira, a pessoa portadora de linfangite normalmente apresenta estrias avermelhadas, acompanhadas por dor, progressão rápida e pode, ou não, acompanhar com inchaço dos nódulos linfáticos. Sendo assim, o tratamento pode variar de acordo com o quadro clínico de cada paciente, desde antibioticoterapia, até mesmo procedimentos cirúrgicos, portanto, a avaliação clínica com um profissional da saúde é fundamental para a escolha do tratamento.

Já o linfedema ocorre quando o sistema linfático é incapaz de reabsorver todo o conteúdo líquido intersticial disposto no organismo. Popularmente conhecido como edema ou inchaço, pode causar transtornos motores e estéticos ao paciente. As causas mais comuns de linfedema são: filariose, complicações da retirada das mamas devido a câncer e também por malformações do próprio sistema linfático.

O linfedema pode ser classificado de acordo com sua origem: os que iniciam por obstrução desconhecida ou devido a procedimentos cirúrgicos e radioterápicos.

É importante salientar que o linfedema cresce proporcionalmente à medida que o índice de câncer (principalmente o de mama) aumenta na população. O linfedema de membros superiores surge logo após o procedimento de retirada da mama (mastectomia) e dos nódulos linfáticos (linfadenectomia), devido ao acúmulo de líquido na região axilar - congestão linfática.

Os sinais presentes em um portador de linfedema são edema em algum membro (braço, antebraço, mãos, pernas e pés), pele lisa e brilhante e sensação de peso no membro afetado. Também é comum que a pessoa sinta dificuldade em usar anéis, relógios e calçados, por exemplo.

Embora muitos pacientes procurem auxílio com o cirurgião vascular, a remoção desse tecido não deve ser realizada. O tratamento é obtido através da fisioterapia vascular! A terapia descompressiva associa técnicas de bandagens, exercícios e drenagem linfática, por profissionais especializados.

Palavras-chave:

  • Linfangite
  • Linfedema
  • Inflamação
  • Edema

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