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Profa. Samantha Dickel

Médica | Especialização em Pediatria 
CRM-34951
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Profa. Samantha Dickel

Médica | Especialização em Pediatria 
CRM-34951

Acad. Stéfani Stankowski Michelotti

Acadêmico de Medicina - UCS (Caxias do Sul-RS)
125 visualizações - 04/10/2019
3 minutos de Leitura

Quando devo levar meu filho à emergência?

As emergências médicas, hoje, são instituições de extrema importância no quesito tratamento imediato e direcionado. Quando é realmente necessário encaminhar-se a uma emergência, e principalmente, quando devo levar meu filho a uma emergência hospitalar? A resposta é simples: quando não há como esperar por uma consulta pediátrica agendada.

Existem situações pontuais em que a criança necessita atendimento imediato e urgente, sendo de suma importância esclarecer quais são essas situações, a fim de evitar superlotações em hospitais.

Como esclarecimento inicial, emergências hospitalares não devem ser a escolha para “consultas de revisão de última hora” e nem o local de mais fácil acesso a exames. Muitas vezes, devido ao alto fluxo, uma ida a esses atendimentos pode levar horas, e em alguns casos, não ser o atendimento ideal para a criança. Além disso, expõe-se a criança e o acompanhante aos germes hospitalares, podendo levar a um quadro mais grave. A prática ideal para o acompanhamento da saúde da criança é a consulta mensal ao pediatra. Dessa forma permite a avaliação geral da criança e o esclarecimento e condutas conforme as queixas específicas, que são melhores compreendidas por um médico que já mantém um contato frequente com os hábitos e rotinas da criança.

Então, quando meu filho não pode esperar por uma consulta agendada? Existem situações que são consideradas “situações de alerta” na pediatria, e quanto melhor esclarecidas ao pais, mais fáceis elas serão reconhecidas e terão solução mais rápida. A criança deve ser encaminhada à emergência quando apresentar febre muito alta, repentina ou com evolução longa (mais de 72 horas), gemência, dor de cabeça súbita e forte, vômitos persistentes, diarreia aquosa de longa duração, falta de ar ou esforço respiratório, crise asmática forte e sem controle com medicações usuais, acidentes e traumas, intoxicação ou suspeita de intoxicação/contato com substâncias tóxicas; também, recomenda-se buscar o pronto atendimento quando a criança apresentar sinais e sintomas incomuns e o seu pediatra não pode ser contatado.

Na emergência, a conduta será direcionada ao quadro apresentado pela criança, evitando a sua evolução e suas possíveis complicações. É importante ressaltar que o pronto socorro orienta a conduta inicial, sendo imprescindível o contato com o pediatra assistente da criança para avaliar o caso conforme o histórico de saúde já conhecido e dar continuidade ao tratamento. As consultas pediátricas mensais devem ser mantidas independente dos atendimentos emergenciais, pois são elas que permitirão o melhor acompanhamento da criança e da evolução do quadro clínico apresentado.

É importante ressaltar que os atendimentos em pronto-socorros nunca serão com os mesmo médicos, pois estes dependem das escalas de plantões. Portanto, não se deve buscar por tratamentos completos nestes locais, e nem fazer retornos para avaliação de seguimento de tratamento. O pediatra assistente deve sempre ser informado o mais breve possível sobre a necessidade de atendimentos emergenciais, e as consultas devem ser organizadas conforme a necessidade de acompanhamento da criança. Voltas ao pronto-socorro por complicação ou evolução do quadro clínico da criança também devem ser reportadas ao pediatra.

Referências:

1) MURAHOVSCHI, Jayme. A Perigosa Cultura do Pronto-socorro. Sociedade Brasileira de Pediatria - SBP. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2015/12/A-perigosa-Cultura-do-Pronto-Socorro-dez-2015.pdf

Palavras-chave:

  • EMERGÊNCIA
  • PRONTO-SOCORRO
  • EMERGÊNCIA EM PEDIATRIA
  • SINAIS DE ALERTA
  • ATENDIMENTO PEDIÁTRICO

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