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Liga Acadêmica de Dermatologia da Universidade de Caxias do Sul- LAD UCS

Curso de Medicina | Dermatologia 
UCS (Caxias do Sul-RS)
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Profa. Roberta Castilhos

Médica | Especialização em Dermatologia 
CRM-34812

Acad. Fabiana Rubbo de Melo

Acadêmico de Medicina - UCS (Caxias do Sul-RS)
9226 visualizações - 19/08/2020
3 minutos de Leitura

Retinóides: o que são?

A popularização da rotina coreana e o crescente interesse no "skincare" fizeram com que a busca pelo termo quase duplicasse em todo o mundo nos últimos 12 meses. Concomitante a isso, observamos um aumento nas buscas pelas palavras "retinol" e "tretinoína".  Skincare nada mais é do que a palavra em inglês para: cuidados com a pele. Popularizada por meio de mídias sociais, as usuárias geralmente emitem opiniões sobre os produtos, compartilham suas receitas dermatológicas e o mais perigoso: indicam dermocosméticos, medicamentos e fórmulas que geralmente contém ácidos para pessoas desconhecidas e sem ter a capacidade profissional e científica para isso. Dentre as substâncias mais comuns estão os derivados da vitamina A: Isotretinoína, tretinoína, adapaleno e retinol.

Esses derivados geralmente são recomendados para o tratamento de acne, manchas, rugas e para melhorar o aspecto áspero da pele. Isso porque agem na queratinização e regulação de sebo da pele.  A isotretinoína, conhecida como Roacutam, age de forma sistêmica. Seu mecanismo de ação envolve o "afinamento" da camada córnea ( primeira camada da pele) pois diminui a adesividade dos queratinócitos, fazendo aquela descamação característica, além de atrofiar, durante seu uso, as glândulas sebáceas, diminuindo a oleosidade. Também diminui a inflamação, pois diminui a atração dos neurófilos, que são responsáveis pelo início da cadeia inflamatória. Para utiliza-lo é necessário receita médica controlada e acompanhamento com exames laboratoriais devido aos seus potenciais efeitos colaterais, portanto não iremos abordá-la aqui.

Tanto a tretinoína quanto o adapaleno podem ser encontrados no mercado em gel ou creme, atuam inibindo a síntese de lipídeos e queratina nas células da glândula sebácea. Dessa forma há melhora na textura da pele, cicatrizes de acne e previne o surgimento de novas lesões acneicas. Também há o estímulo dos queratinócitos da camada basal, estimulando uma descamação do epitélio, havendo uma renovação celular. Por isso, dizemos que, além de serem eficazes no tratamento da acne, são úteis no fotoenvelhecimento. 

Apesar de todos os benefícios descritos, é importante salientar que os retinóides são ativos potencialmente irritativos. Isto significa que podem causar efeitos colaterais importantes como ressecamento da pele, hipersensibilidade ao sol e a outros dermocosméticos, além de alergias de leves a intensas. Portanto, deve ser evitado em pessoas de pele sensível e, independente do tipo de pele, seu uso exige acompanhamento dermatológico sempre!


Referencias: 

1- Mukherjee S, Date A, Patravale V, Korting HC, Roeder A, Weindl G. Retinoids in the treatment of skin aging: an overview of clinical efficacy and safety. Clin Interv Aging. 2006;1(4):327-348. doi:10.2147/ciia.2006.1.4.327

2- Kafi R, Kwak HSR, Schumacher WE, et al. Improvement of Naturally Aged Skin With Vitamin A (Retinol). Arch Dermatol. 2007;143(5):606–612. doi:10.1001/archderm.143.5.606

3- DERMATOLOGIA. RUBEM DAVID AZULAY. 6º EDIÇÃO. 2013. EDITORA GUANABARA KOOGAN.


Palavras-chave:

  • retinol
  • skincare
  • vitamina a
  • acne
  • envelhecimento

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