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Dra. Adriana De Carli

Médica | Especialização em Otorrinolaringologia 
CRM-21110
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Dra. Adriana De Carli

Médica | Especialização em Otorrinolaringologia 
CRM-21110

Acad. Isadora Cará De Carli

Acadêmico de Medicina - UCS (Caxias do Sul-RS)
5770 visualizações - 31/03/2020
2 minutos de Leitura

Você conhece estridor infantil?

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Acesso: google livre

O estridor inspiratório é um barulho semelhante ao chiado, que ocorre em crianças com laringomalácia. Essa patologia se refere ao colapso das estruturas supraglóticas durante a inspiração e que leva a obstrução das vias aéreas. É a anomalia congênita mais comum da laringe e que causa estridor inspiratório.

O motivo pelo qual o estridor ocorre em crianças com laringomalácia ainda não está totalmente esclarecido, visto que diferentes sintomas podem acarretá-lo. Entre eles: maturação atrasada que fazem o suporte da laringe; tecido mole na supraglóte; distúrbios neuromusculares; edema ou inflamação supraglótico e vias aéreas imaturas.

Esse ruído habitualmente se manifesta no período neonatal e normalmente é mais alto dos quatro aos oito meses de idade. Desaparece por volta dos doze aos dezoito meses. Como a obstrução das vias aéreas é dinâmica a intensidade do estridor é flutuante. Ele pode ser mais intenso quando o recém-nascido (RN) apresenta infecções do trato respiratório. É imprescindível saber que deixar o RN de barriga para cima agrava o quadro, o qual, de outra sorte, e melhora ao deixá-lo virado para baixo.

Em crianças com laringomalácia leve (estridor inspiratório sem outros sintomas) o barulho pode ser agravado pelo sono e alimentação, chegando a desaparecer completamente ao choro. Por outro lado, na laringomalácia grave (estridor com dificuldades de alimentação, falta de ar, aumento da frequência respiratória e coloração da pele azul-arrozeada) o estridor pode ser escutado mais alto quando o bebê chora.

Pesquisas revelam que os pacientes podem ter outros sintomas associados. Aproximadamente, 25% exibem ronco e distúrbios do sono, 10 a 50% tem disfunção na deglutição e dificuldades na alimentação e 60 a 70% relatam doença do refluxo gastroesofágico.

O diagnóstico dessa patologia é geralmente clínico com base na história do paciente e no exame físico realizado pelo médico.

O tratamento da laringomalácia depende da gravidade. Na maioria das crinças, a laringomalácia não é perigosa e se resolve espontaneamente. Logo, em casos leves as crianças devem ser acompanhadas e o som geralmente se resolve dos doze aos dezoito meses de vida.

Em casos com laringomalácia moderada a grave, os pacientes precisam ser avaliados pelo médico otorrinolaringologista. E, nesses casos, podem demandar intervenção cirúrgica. Por isso, é crucial conhecer essa patologia para saber quais condutas as mães devem tomar para aliviar os sintomas associados ao estridor infantil.

Referências Bibliográficas 
Glenn C Isaacson, MD. Congenital anomalies of the larynx. Uptodate. March 19, 2020.
 

Palavras-chave:

  • estridor infantil
  • laringomalácia
  • sinais
  • sintomas
  • tratamento

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